Rojões à moda do Porto: a minha receita favorita

 Há receitas que sabem a casa, a domingos em família e a mesas cheias de conversa. Para mim, os rojões à moda do Porto fazem parte desse grupo. Sempre adorei este prato típico da gastronomia portuguesa e, ao longo dos anos, fui experimentando diferentes formas de o preparar até chegar à versão que hoje faço quase sem olhar para a receita.

Não é uma receita tradicional no sentido mais rigoroso da palavra. É antes a minha adaptação, ajustada aos sabores de que mais gosto e às pequenas alterações que fui fazendo de cada vez que a preparei. Afinal, cozinhar também é isso: experimentar, provar, mudar um ingrediente aqui, alterar uma técnica ali, até encontrarmos aquela combinação que nos faz pensar "é mesmo assim que eu gosto".

Se também apreciam pratos tradicionais portugueses, então acredito que esta receita vos vai conquistar.

Uma travessa redonda de barro vidrado, decorada com padrões tradicionais, cheia até ao topo com rojões à moda do Porto. O prato inclui cubos de carne de porco frita bem dourados, batatas em cubos no fundo, tripas enfarinhadas, pedaços de carne e pickles cortados, decorado com azeitonas verdes inteiras. A imagem é tirada de um ângulo ligeiramente superior, destacando a textura rica e o aspeto reconfortante da comida caseira.
📑 Índice:


Rojões à moda da Teresa

Ingredientes

  • 1 kg de carne de porco cortada aos cubos
  • 5 batatas grandes
  • Tripa enfarinhada a gosto
  • Redenho a gosto
  • 1 cebola média
  • 1 dente de alho grande
  • 1 folha de louro
  • Azeite q.b.
  • Sal e pimenta q.b.
  • Vinho branco q.b.
  • Água q.b.
  • Picles q.b.
  • Azeitonas q.b.


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Como preparar os rojões

Comecem por preparar um refogado numa panela grande. Juntem um fio generoso de azeite, a cebola picada, o dente de alho esmagado e a folha de louro. Deixem cozinhar em lume médio até a cebola ficar macia e transparente.

Quando o refogado estiver pronto, adicionem a carne de porco cortada aos cubos. Deixem a carne fritar durante alguns minutos para ganhar cor e selar todos os sucos. Só depois devem temperar com sal e pimenta.

Assim que a carne estiver bem dourada, juntem um copo de vinho branco e deixem cozinhar em lume médio. Quando o vinho tiver evaporado, acrescentem um copo de água. Ao longo da cozedura podem repetir este processo sempre que necessário, para que a carne fique bem tenra sem secar.

No total, a carne deverá cozinhar durante cerca de 45 minutos.

Enquanto isso, preparem os restantes ingredientes.

Cortem o redenho e a tripa enfarinhada em pedaços mais pequenos e fritem-nos em óleo bem quente até ficarem dourados e estaladiços. Depois, coloquem-nos sobre papel absorvente para eliminar o excesso de gordura.

Descasquem as batatas, cortem-nas em cubos médios e fritem-nas até ficarem douradas por fora e macias por dentro.

Quando a carne estiver pronta, juntem o redenho e a tripa fritos e envolvam cuidadosamente. Por fim, adicionem as batatas fritas, misturando tudo muito bem para que absorvam o molho e os sabores da carne.

Sirvam os rojões decorados com picles e azeitonas, acompanhados por arroz branco. É um daqueles pratos que sabem ainda melhor acabados de fazer.


As minhas dicas para uns rojões ainda mais saborosos

Ao fim de várias tentativas, fui percebendo que existem pequenos detalhes que fazem toda a diferença no resultado final.

O primeiro é não terem pressa. Quanto mais lentamente a carne cozinhar, mais tenra ficará.

Também gosto de deixar a carne ganhar alguma cor antes de juntar o vinho branco. Parece um detalhe sem importância, mas faz com que o sabor fique muito mais intenso.

Outro truque é não juntar demasiada água de uma só vez. Prefiro ir acrescentando pequenas quantidades à medida que o líquido vai evaporando.

Por fim, só misturo as batatas no final. Desta forma continuam ligeiramente estaladiças e não se desfazem durante a cozedura.


Posso juntar sangue?

Esta é provavelmente uma das perguntas mais frequentes quando se fala de rojões.

A resposta é sim. Muitas receitas tradicionais incluem sangue de porco, o que torna o prato ainda mais característico.

No entanto, eu nunca o utilizo porque simplesmente não gosto desse ingrediente. Esta versão é precisamente aquela que faço em casa e que a minha família prefere. E, na cozinha, isso é o mais importante.


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Uma receita perfeita para reunir a família

Gosto especialmente de preparar este prato quando sei que vamos ter gente à mesa. É uma receita simples, económica e rende bastante. Além disso, é daqueles pratos que parecem saber ainda melhor quando partilhados.

Enquanto os rojões cozinham, a casa fica cheia daquele aroma irresistível que faz toda a gente aparecer na cozinha para perguntar quanto tempo falta para o almoço.

E, convenhamos, poucas coisas são tão reconfortantes como uma boa refeição tradicional portuguesa preparada em casa.


Também fazem esta receita?

Se experimentarem esta versão dos meus rojões à moda do Porto, contem-me como correu. Gosto sempre de descobrir as pequenas adaptações que cada família faz às receitas tradicionais, porque acredito que é isso que mantém viva a nossa gastronomia.


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