Porque a escrita criativa sempre fez parte de mim

Há pessoas que encontram a sua paixão no desporto, na música ou na pintura. Eu encontrei a minha nas palavras. Na verdade, nem sei dizer ao certo quando começou esta relação, porque sinto que a escrita criativa sempre fez parte da minha vida.

Escrever nunca foi apenas uma forma de comunicar. Sempre foi a maneira mais natural de organizar pensamentos, dar sentido às emoções e criar mundos onde tudo era possível. Ainda hoje continua a ser um dos lugares onde me sinto verdadeiramente em casa.

Se também gostam de escrever ou têm curiosidade em explorar a escrita criativa, talvez se revejam em algumas destas memórias.

Uma caneta de tinteiro com corpo de madeira e detalhes em azul pousada sobre as páginas manuscritas de um caderno aberto. O fundo e as páginas ao lado estão propositadamente desfocados, destacando a caneta e a caligrafia.
📑 Índice:


A escrita começou muito antes de eu perceber

Quando era criança, passava horas a inventar histórias. Escrevia em cadernos, folhas soltas e blocos de notas que encontrava pela casa. Criava personagens, imaginava diálogos e inventava finais que mudavam sempre que relia aquilo que tinha escrito.

Não havia qualquer objetivo além do prazer de criar.

Na altura, nem sequer conhecia o conceito de escrita criativa. Apenas sabia que escrever me fazia feliz.

Enquanto outras crianças passavam tardes inteiras a brincar na rua, eu também gostava de o fazer, mas havia sempre um momento em que regressava aos meus cadernos. Sentia necessidade de colocar no papel tudo aquilo que me passava pela cabeça.

Hoje percebo que esses pequenos textos foram os primeiros passos de um caminho que ainda continuo a percorrer.


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Escrever tornou-se uma forma de me conhecer

À medida que fui crescendo, a escrita começou a assumir outro papel.

Deixou de servir apenas para criar histórias e passou também a ser um espaço seguro para organizar emoções, refletir sobre o que estava a viver e compreender melhor aquilo que sentia.

Nem sempre encontramos as palavras certas quando falamos. Curiosamente, eu encontrava-as quando escrevia.

Houve momentos em que bastava abrir um documento em branco para conseguir colocar ordem no caos que tinha dentro de mim.

É curioso como, muitas vezes, só percebemos realmente o que pensamos depois de escrever sobre isso.

Acredito que muitas pessoas sentem exatamente o mesmo.


A escrita criativa ensinou-me a observar o mundo

Uma das maiores aprendizagens que a escrita me trouxe foi a capacidade de observar.

Quando escrevemos histórias, começamos a reparar em pequenos detalhes que antes passavam despercebidos. Um gesto, uma conversa ou uma expressão podem transformar-se na inspiração perfeita para uma personagem ou para um capítulo.

Hoje olho para o mundo de forma diferente.

Guardo frases que ouço por acaso, reparo em comportamentos, imagino histórias para pessoas que passam por mim na rua e faço perguntas constantemente.

A escrita criativa ensinou-me que qualquer momento pode esconder uma boa história.


Escrever faz parte do meu dia a dia

Mesmo trabalhando na área da comunicação e da criação de conteúdos, continuo a separar a escrita profissional da escrita criativa.

São duas experiências completamente diferentes.

Escrever artigos para o blog, preparar conteúdos para redes sociais ou desenvolver projetos faz parte do meu trabalho. Mas escrever ficção continua a ser aquele momento em que não existem regras nem limites.

É aí que posso experimentar, falhar, recomeçar e deixar a imaginação levar-me para onde quiser.

Nem sempre escrevo todos os dias, mas penso em histórias praticamente todos os dias.

E isso faz toda a diferença.


Escrever um livro foi um sonho tornado realidade

Durante muitos anos, escrever um livro parecia um objetivo distante.

Era um daqueles sonhos que guardava numa lista mental de coisas que gostava de fazer "um dia".

Esse dia acabou por chegar.

Percebi que não existe um momento perfeito para começar. Existe apenas o momento em que decidimos deixar de adiar.

Escrever um livro ensinou-me mais sobre persistência do que qualquer outro projeto em que já trabalhei.

Há dias em que as palavras aparecem sozinhas.

Há outros em que cada frase parece uma pequena batalha.

Mas vale sempre a pena continuar.


A escrita criativa é uma aprendizagem constante

Uma das coisas que mais gosto na escrita é o facto de nunca deixarmos de aprender.

Cada livro lido ensina qualquer coisa.

Cada texto escrito revela aspetos que podemos melhorar.

Cada personagem desafia-nos a olhar para o mundo por outra perspetiva.

Não acredito na ideia de que existe um escritor perfeito.

Acredito, sim, que existem pessoas dispostas a continuar a aprender ao longo da vida.

E isso torna todo o processo ainda mais interessante.


Porque continuo a escrever

Se me perguntarem porque continuo a escrever depois de tantos anos, a resposta é simples.

Porque não consigo imaginar a minha vida sem isso.

Escrever ajuda-me a pensar, a criar, a sonhar e a partilhar um pouco daquilo que sou.

Nem todos os textos precisam de ser publicados.

Nem todas as histórias precisam de chegar ao fim.

Mas todas fazem parte do caminho.

E talvez seja precisamente isso que torna a escrita tão especial.


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Se também gostam de escrita criativa…

Se há muito tempo que pensam em começar a escrever, deixem de esperar pelo momento perfeito.

Escrevam uma página.

Depois outra.

E mais outra.

Ninguém nasce com um romance inteiro na cabeça.

Todas as histórias começam com uma primeira frase.

Foi assim comigo e continua a ser assim sempre que começo um novo projeto.


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2 Comentários

  1. Olá Teresa Isabel,
    Eu acho fascinante a maneira como escreves os teus post neste blog. Por isso, acho que também o serás a escrever um romance. Espero que esse teu livro seja um sucesso.
    Boa semana minha amiga.
    Beijos.

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  2. Bem legal Teresa. Beijos e uma ótima semana.
    https://cidocemulher.blogspot.com/

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