Engolir um chiclete: memórias de um trauma infantil

Há dias conversava com a minha mãe sobre aqueles traumas de infância que todos tivemos e que, sinceramente, quase nos deram mini ataques do coração (a nós e aos nossos pais). E, claro, veio à baila um dos meus maiores “dramas”: o mítico aviso “se engolires a pastilha elástica, ela cola-se na barriga e podes morrer”.

Quem nunca ouviu isto não sabe o verdadeiro significado de medo irracional.

Mulher de cabelo rosa a fazer uma bola de chiclete, em fundo rosa, numa imagem divertida sobre memórias e traumas de infância.
📑 Índice:


O acidente mais dramático dos meus seis anos

Eu não devia ter mais de seis anos quando, num dia perfeitamente banal, engoli uma pastilha elástica. Sim, um acidente típico: estamos a falar, a rir ou a respirar com entusiasmo e… lá vai ela, garganta abaixo, sem pedir autorização.

E imaginem o pânico. Juro que consegui sentir a descida da dita pastilha pelo esófago como se fosse uma cena em slow motion. A cada milímetro percorrido, eu tinha a certeza absoluta de que estava prestes a viver uma daquelas mortes trágicas de novela mexicana.

Aliás, cheguei a ver a minha vida a passar-me à frente dos olhos. E, como só tinha vivido seis anos, o flashback foi tão curto que quase deu para incluir intervalos publicitários.


A infância e os seus medos magnificamente ridículos

Mas para mim, naquele momento, nada disto era ridículo. Aquela sensação de “vou morrer agora e ninguém vai acreditar no motivo” era tão real que já imaginava a lápide:

“Aqui jaz: muito amada pelos pais, mas comeu um chiclete e morreu.”

Dramas de criança, eu sei. Mas na altura aquilo foi épico.


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A explicação científica (vinda da mesma pessoa que espalhou o mito)

Spoiler: sobrevivi.

E não só porque aqui estou a escrever-vos isto, mas porque a ciência diz o mesmo: ninguém morre por engolir uma pastilha elástica.

Na altura, a minha mãe, que, ironia das ironias, tinha sido uma das principais difusoras do mito, explicou-me calmamente que tudo não passava de um exagero. Confesso: durante uns segundos achei que ela só tentava tornar a minha morte mais tranquila.

Ainda assim, obedeci religiosamente às instruções:

  • Bebi água, muita água. (Talvez achasse que ia afogar a pastilha.)
  • Fiquei à espera do fim.
  • E só voltei a respirar quando ouvi o decisivo: “A pastilha vai ser digerida como outra comida qualquer.”

Foi aí que o pânico libertou o meu corpo e dei o suspiro mais dramático da minha curta existência.

Uff. Que susto.


E vocês? Que traumas de infância vos marcaram?

Agora quero saber de vocês! Qual foi o vosso maior medo de infância, aquele que hoje vos faz rir, mas que, em criança, parecia o fim do mundo?

Contem-me tudo nos comentários ou lá no Instagram, adoro ler estas memórias porque, convenhamos, crescemos todos com estes mini traumas universais.

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10 Comentários

  1. Que narrativa legal Tereza!! Adorei!! Você tem traumas da pastilha elática e eu aqui no Brasil do chiclete...Eu também pensava que iria morrer se engolisse...hehe
    Mas meu maior trauma de infância foi uma queda de bicicleta onde ralei os dois joelhos que me traumatizou para sempre...rsrs
    Beijos e uma linda semana!!!

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  2. Oi, tudo bem?
    Acho que toda criança tinha esse medo, de engolir chicletes(como chamamos aqui no Brasil). Eu mesmo tinha muito medo!! Mas engasgar mesmo, eu só me engasguei com uma bala muito lisa que existia nos anos 70 chamada "Soft".

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    Respostas
    1. Já ouvi falar muito desse tipo de rebuçados, mas nunca os conheci ou provei!

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  3. A volte i genitori, con le loro paure, ci creano dei problemi che spesso è difficile superare.
    Un caro saluto

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  4. Eu não sei sua idade, mas não preciso saber pra ter certeza que “fake news” existe faz tempo.
    Um abraço

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  5. Teresa,
    Ótima sua matéria sobre
    traumas.
    Sempre é bom relembrarmos
    o que nos assustava
    e ver o quanto amadurecemos
    ou o quanto não avançamos nada
    o que é um alerta..
    Bjins
    CatiahoAlc.

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