Durante muitos anos achei que simplesmente não era uma boa aluna.
Nunca fui daquelas estudantes que tiravam excelentes notas sem esforço. Estudava, fazia os trabalhos e tentava dar o meu melhor, mas sentia sempre que havia qualquer coisa que me faltava.
Durante muito tempo pensei que o problema era a minha capacidade.
Hoje sei que não era.
Só quando entrei na faculdade percebi porque é que finalmente comecei a ter bons resultados. E, olhando para trás, a resposta parece surpreendentemente simples: estava finalmente a estudar algo que me apaixonava.
O interesse muda completamente a forma como aprendemos
Na escola aprendemos muitas disciplinas diferentes.
Matemática, Ciências, História, Português… algumas despertam curiosidade, outras nem tanto.
Durante anos somos obrigados a estudar conteúdos muito variados, independentemente dos nossos interesses.
No meu caso, havia disciplinas de que gostava, mas também muitas outras que estudava apenas porque tinha de o fazer.
Quando entrei na faculdade, tudo mudou.
Pela primeira vez estava a estudar temas que tinha escolhido. Assuntos que despertavam genuína curiosidade e sobre os quais queria saber cada vez mais.
Já não estudava apenas para passar nos exames.
Estudava porque queria aprender.
E essa diferença mudou completamente o meu percurso académico.
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Aprender deixa de ser uma obrigação
Quando gostamos verdadeiramente de um tema, o estudo deixa de parecer uma tarefa pesada.
Claro que continuavam a existir trabalhos, exames e momentos de maior pressão.
Mas havia uma diferença fundamental: existia motivação.
Era muito mais fácil passar horas a ler artigos, pesquisar informação ou preparar apresentações porque estava a investir tempo em algo que me fascinava.
Percebi então que aprender pode ser um enorme prazer quando encontramos a área certa.
Afinal, o problema nunca foi falta de inteligência
Durante anos associei as minhas notas ao meu valor enquanto estudante.
Pensava que quem tinha melhores classificações era naturalmente mais inteligente.
Hoje vejo as coisas de forma muito diferente.
Nem todas as pessoas aprendem da mesma forma.
Nem todas têm os mesmos interesses.
E nem todas revelam o seu potencial no mesmo contexto.
Muitas vezes confundimos falta de interesse com falta de capacidade.
Mas são coisas completamente diferentes.
Quando finalmente encontrei uma área que despertava a minha curiosidade, tornou-se muito mais fácil compreender conceitos, memorizar conteúdos e participar nas aulas.
A motivação faz toda a diferença
Existe uma enorme diferença entre estudar porque somos obrigados e estudar porque queremos saber mais.
A curiosidade é uma das maiores ferramentas de aprendizagem.
Quando queremos descobrir respostas, compreender um conceito ou aprofundar um tema, o estudo acontece quase naturalmente.
Foi exatamente isso que senti na faculdade.
Deixei de estudar apenas para obter uma nota.
Passei a estudar porque queria conhecer melhor aquela área.
E isso refletiu-se nos resultados.
A organização também teve um papel importante
Embora o interesse tenha sido o principal fator, também comecei a organizar melhor o meu tempo.
Na faculdade aprendi a planear trabalhos, distribuir o estudo ao longo do semestre e criar uma rotina mais consistente.
Curiosamente, foi também nessa altura que nasceu o meu interesse pela organização pessoal e pela produtividade, temas que continuam presentes na minha vida e que hoje fazem parte do conteúdo que partilho.
A organização não foi a razão principal para o meu sucesso académico.
Mas ajudou-me a aproveitar melhor a motivação que finalmente tinha encontrado.
Nem todos descobrem a sua paixão ao mesmo tempo
Uma das coisas mais importantes que aprendi foi que cada pessoa tem o seu próprio percurso.
Há quem descubra muito cedo aquilo que quer fazer.
Outros demoram mais tempo.
E isso é perfeitamente normal.
O facto de não gostarmos de determinadas disciplinas ou de termos dificuldades numa fase da nossa vida não significa que nunca iremos destacar-nos.
Às vezes apenas ainda não encontrámos a área certa.
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As notas não definem quem somos
Continuo a acreditar que as notas são apenas uma pequena parte da história.
Não medem criatividade.
Não medem persistência.
Não medem curiosidade.
Não medem vontade de aprender.
Muito menos definem o potencial de uma pessoa.
Por isso, se neste momento estás desmotivado porque sentes que não és um bom aluno, talvez valha a pena fazer uma pergunta diferente.
Será que ainda não encontraste aquilo que realmente gostas de aprender?
O meu conselho
Se pudesse voltar atrás e falar com a versão mais nova de mim própria, dir-lhe-ia para não medir o seu valor pelas classificações.
Dir-lhe-ia que um dia iria encontrar uma área que a faria perder a noção do tempo enquanto estudava.
Porque foi exatamente isso que aconteceu.
E foi nesse momento que percebi que nunca tinha sido uma má aluna.
Simplesmente ainda não tinha encontrado aquilo que verdadeiramente me apaixonava.
Vejam também o vídeo completo
Neste artigo partilhei a versão resumida desta experiência, mas no meu canal de YouTube conto esta história de forma mais pessoal, explicando como a faculdade mudou completamente a minha relação com a aprendizagem e porque é que só aí comecei a sentir que era realmente uma boa aluna.
Se gostaste desta reflexão, convido-te a ver o vídeo e a partilhar também a tua experiência. Gostava muito de saber se aconteceu o mesmo contigo ou se houve outro momento que mudou a tua forma de aprender.
E se procuras ferramentas para organizar melhor o teu tempo, criar rotinas mais consistentes e reduzir o stress do dia a dia, convido-te também a conhecer o meu ebook gratuito de organização pessoal. Nele reúno estratégias práticas que utilizo diariamente e que podem ajudar-te a criar uma rotina mais simples, equilibrada e produtiva.


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