Dia da Gastronomia Sustentável: como comer melhor

Se há coisa que todos nós fazemos (sem exceção e sem escapatória possível), é comer. E ainda bem. Mas já pararam para pensar no impacto que o vosso prato do dia tem no planeta?

O Dia da Gastronomia Sustentável não é só mais uma data bonita no calendário para passar ao lado. É um convite, daqueles meio silenciosos, mas bastante insistentes, para repensarmos como escolhemos, cozinhamos e consumimos os nossos alimentos.

Hoje vamos falar disso: comida, sustentabilidade e pequenas escolhas que fazem uma diferença gigante. E não, não vamos entrar em culpa alimentar. Prometido.

Uma vista superior de um prato azul claro contendo uma refeição equilibrada e colorida. No prato, há ovos cozidos cortados ao meio com gemas firmes, camarões cozidos pequenos, cubos de abacate, beterraba cozida, cenoura ralada, brócolis, fatias de maçã (ou pera) e pedaços de pão integral tostado. Uma mão segura levemente a borda esquerda do prato sobre um fundo branco.
📑 Índice:


O que é o Dia da Gastronomia Sustentável?

O Dia da Gastronomia Sustentável celebra-se a 18 de junho e foi criado pelas Nações Unidas para promover práticas alimentares mais responsáveis, tanto do ponto de vista ambiental como social.

Na prática, significa olhar para a comida de forma mais consciente: desde a produção agrícola até ao desperdício alimentar, passando pela forma como escolhemos os ingredientes no supermercado (ou no restaurante, onde às vezes fingimos que não sabemos o que estamos a pedir).

A ideia é simples: alimentar o mundo sem o esgotar.


Comer bem não precisa de ser complicado

Se estão a imaginar prateleiras infinitas de produtos biológicos importados da outra ponta do mundo e receitas impossíveis com nomes franceses, respirem fundo. Não é isso.

Gastronomia sustentável começa com coisas muito mais básicas:

  • Preferir produtos locais e da época
  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados
  • Evitar desperdício alimentar
  • Dar prioridade a produtores responsáveis
  • Comer menos carne (sim, aquele tema sensível)

Nada disto exige um mestrado em nutrição. Exige apenas atenção. E talvez um bocadinho de planeamento, coisa que, sejamos honestos, nem sempre nos apetece fazer.


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Curiosidades que talvez não sabiam (mas deviam)

Sabiam que cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada?

Ou que a produção de alimentos é responsável por uma grande parte das emissões de gases com efeito de estufa?

E mais curioso ainda: não é preciso deixar de comer tudo o que gostam para reduzir o impacto ambiental. Pequenas mudanças já têm um efeito real.

Por exemplo:

  • Um dia por semana sem carne já reduz significativamente a pegada ecológica
  • Aproveitar sobras pode evitar dezenas de quilos de desperdício por ano
  • Comer alimentos da estação reduz emissões de transporte e armazenamento

Ou seja, não precisamos de viver de folhas tristes para sermos sustentáveis. Ainda bem.

Card vertical com fundo rosado sobreposto à imagem de uma pessoa escrevendo em um planner. O texto em branco diz: "Como praticar uma Gastronomia Sustentável". Abaixo, três dicas: 1. Um dia por semana sem carne já reduz significativamente a pegada ecológica; 2. Aproveitar sobras pode evitar dezenas de quilos de desperdício por ano; 3. Comer alimentos da estação reduz emissões de transporte e armazenamento. No rodapé, o site www.classicoatualenormal.pt.

Um pequeno exercício (que eu faço muitas vezes)

Vou ser muito honesta convosco: já tive fases em que comprei comida como se o frigorífico fosse um portal mágico que nunca se esvazia sozinho. Spoiler: não é.

Hoje tento fazer um exercício simples antes de ir ao supermercado:

  • O que é que já tenho em casa?
  • O que é que posso reaproveitar?
  • O que é mesmo necessário comprar?

E acreditem: isto reduz não só o desperdício, como também aquele momento dramático em que abrimos o frigorífico às 23h à procura de “qualquer coisa” e encontramos… tristezas.


Gastronomia sustentável também é cultura

Falar de sustentabilidade alimentar não é só falar de ambiente. É também falar de identidade, tradições e cultura.

Quando escolhemos produtos locais, estamos também a valorizar produtores da nossa região, receitas tradicionais e formas de cozinhar que muitas vezes estão a desaparecer.

E há algo bonito nisso: comer não é só nutrir o corpo, é também manter viva uma história.


Pequenas mudanças, grande impacto

Se há coisa que este tema nos ensina é que não precisamos de mudar tudo de uma vez.

Podem começar por aqui:

  • Planear melhor as refeições da semana
  • Congelar alimentos antes de estragarem
  • Comprar menos, mas melhor
  • Experimentar receitas vegetarianas uma ou duas vezes por semana
  • Aproveitar cascas, talos e sobras (sim, dá para fazer magia com isso)

A sustentabilidade não é um destino perfeito. É um processo cheio de tentativas, erros e alguns jantares improvisados pelo caminho.


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E agora, o que fazemos com isto?

Não vamos fingir que um post muda o mundo. Mas pode mudar uma perspetiva. E isso já é bastante.

Se começarmos a olhar para a comida como algo mais do que “o que me apetece hoje”, talvez consigamos criar hábitos mais conscientes sem perder o prazer de comer bem.

Porque no fim do dia, sustentabilidade não é privação, é equilíbrio.


Para continuarem esta conversa comigo

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No fundo, o Dia da Gastronomia Sustentável é só um lembrete: aquilo que comemos tem impacto. Mas também tem solução.

E essa solução começa sempre da mesma forma… no próximo prato.

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