Todos os anos prometem que este vai ser o ano em que vão tratar do IRS com calma. E todos os anos, quando chega o momento de abrir a declaração, o coração acelera ligeiramente… especialmente quando aparece o famoso Anexo B.
Se trabalham a recibos verdes, são freelancers, criadores de conteúdo ou prestadores de serviços, sabem exatamente do que estamos a falar.
A boa notícia? O Anexo B não é um monstro. A má notícia? É mesmo fácil cometer erros se não perceberem bem o que estão a fazer.
Por isso, hoje sentei-me com a Catarina Oliveira para explicar tudo de forma simples, prática e sem linguagem de contabilista.
O que é o Anexo B do IRS?
O Anexo B é o anexo do IRS destinado aos rendimentos empresariais e profissionais obtidos por trabalhadores independentes em regime simplificado.
Em português normal: é onde declaram tudo o que ganharam a recibos verdes ao longo do ano.
Devem preencher o Anexo B se:
- Emitiram recibos verdes
- Prestaram serviços como independentes
- Trabalham por conta própria
- Não estão no regime de contabilidade organizada
Se estiverem na contabilidade organizada, o anexo correto será o C, mas isso já é outra conversa.
✅ Podem também querer ler: Anexo B e Anexo SS: Guia para o IRS 2025
Para que serve realmente o Anexo B?
O Anexo B serve para:
- Comunicar os vossos rendimentos à Autoridade Tributária
- Determinar quanto vão pagar (ou receber) de IRS
- Calcular automaticamente despesas e coeficientes
- Cruzar dados com a Segurança Social
Ou seja: é aqui que o Estado percebe quanto ganharam… e quanto podem pagar.
O maior erro que vemos todos os anos
Um dos erros mais comuns é achar que o Anexo B é só “preencher valores” e seguir em frente.
Na realidade, cada campo influencia o resultado final. Um código mal escolhido, uma opção errada ou uma omissão podem significar:
- Pagar mais imposto do que deviam
- Ter problemas futuros em inspeções
- Incoerências com a Segurança Social
E não, isto não é para assustar. É para vos dar poder.
Como preencher o Anexo B (versão simples)
Sem entrar em tecnicismos excessivos, há pontos essenciais:
1. Identificação da atividade
Devem indicar:
- Código CAE ou CIRS
- Tipo de rendimento
- Regime de tributação
Aqui, convém confirmar se continuam com o código correto. Muitos mantêm códigos desatualizados durante anos.
2. Rendimentos obtidos
Devem declarar:
- Total faturado
- Serviços prestados
- Vendas, se aplicável
Atenção: o valor declarado deve bater certo com os recibos emitidos.
3. Regime simplificado
No regime simplificado:
- A AT aplica automaticamente coeficientes
- Nem todo o rendimento é considerado lucro
- Parte é assumida como despesa
Mas atenção: isso não significa que não devam guardar comprovativos.
4. Campo das despesas
Mesmo em regime simplificado, algumas despesas fazem diferença, especialmente para justificar os coeficientes.
Aqui entram:
- Despesas profissionais
- Rendas de escritório
- Comunicações
- Equipamento
✅ Podem também querer ler: Recibos Verdes: Tudo o Que Precisam de Saber
E o Anexo da Segurança Social?
Sim, além do Anexo B, existe também o Anexo da Segurança Social, que muitas pessoas ignoram… até receberem notificações.
Este anexo serve para comunicar:
- Rendimentos relevantes para a SS
- Base de incidência contributiva
- Situação enquanto trabalhador independente
E sim, ele é obrigatório na maioria dos casos.
Falamos sobre isto de forma detalhada no nosso vídeo no YouTube, onde explicamos passo a passo, com exemplos reais e linguagem simples. Podem ver o vídeo no nosso canal e acompanhar o preenchimento connosco, como se estivéssemos sentadas à mesma mesa.
Dicas práticas para não errarem no Anexo B
Aqui vão algumas que aprendemos, muitas delas da forma mais difícil:
- Não preencham à pressa
- Confirmem sempre os códigos
- Não assumam que o sistema “corrige sozinho”
- Guardem todos os comprovativos
- Não copiem cegamente valores do ano anterior
- Validem antes de submeter
E, acima de tudo: não tenham vergonha de pedir ajuda.
Por que é que isto importa mais do que parece?
Porque o IRS não é só um imposto. É também:
- Um reflexo da vossa organização financeira
- Um indicador da vossa saúde profissional
- Uma base para créditos, apoios e benefícios
Tratar bem o Anexo B é tratar bem do vosso futuro.
Organização: a vossa melhor aliada
Se há algo que faz mesmo a diferença no IRS, é a organização ao longo do ano.
Não é em abril que se cria ordem. É nos meses anteriores.
Ter um sistema simples para:
- Registar rendimentos
- Anotar despesas
- Guardar documentos
- Acompanhar objetivos financeiros
Muda completamente a experiência.
E é por isso que criámos o nosso Planner Financeiro, pensado exatamente para quem quer viver as finanças com mais consciência, menos ansiedade e mais controlo.
Se querem sentir que dominam o vosso dinheiro, e não o contrário, espreitem o Planner Financeiro. Ele foi criado para vos acompanhar durante todo o ano, não só na época do IRS.
O IRS não precisa de ser um drama anual
O Anexo B não precisa de ser sinónimo de stress, noites mal dormidas ou pânico de última hora.
Com informação clara, organização e alguma prática, torna-se apenas mais uma tarefa da vida adulta, daquelas que não amamos, mas que já não nos assustam.

.png)
Un post súper útil. Explicas de forma clara algo que suele generar muchas dudas, sobre todo para quienes tienen rendimientos de trabajo independiente.
ResponderEliminarBesos
O preenchimento do Anexo B do IRS exige atenção aos rendimentos obtidos e ao enquadramento fiscal correto. Organizar a informação e compreender as regras ajuda a evitar erros e a garantir uma declaração mais rigorosa e eficiente. Uma Feliz Páscoa para todos, com muita alegria e momentos especiais.
ResponderEliminarBeijinhos,
Daniela Silva 🩷
Alma Leve
Não sou eu quem faz o meu IRS. Limito -me a lançar as faturas na minha página da AT.
ResponderEliminarBeijinho e ótima Semana Santa e um Feliz dia de Páscoa, Teresa. 😘
Enviar um comentário